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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Caldas Novas: PSB, PDT, PSL, PTN, PHS e PC do B fecham acordo e seguirão juntos nas eleições deste ano



 Luciano Beregeno


Gumercindo Gonçalves, Gesimar Gomes, Gizélia Custódio, Wanderson Nunes,
Arlindo Ceará e Iris Gonzaga fecham acordo que deflagra movimento eleitoral em 2012.
Frederico Nassif é esperado para compor o grupo, que ainda conta com PC doB

Terminou há pouco uma reunião entre PSB, PDT, PSL, PTN e PHS, onde ficou
 acertado que estes partidos caminharão juntos nas eleições municipais deste ano e que, de um deles, sairá o candidato a prefeito. Da reunião participaram os pré-candidatos a prefeito Gizélia Custódio (PTN), Arlindo Ceará (PDT), Íris Gonzaga (PHS), Wanderson Nunes (PSL) e Gesimar Gomes (PSB) e o presidente do PSB, Gumercindo Gonçalves.

O PV, representado por Frederico Nassif, também participou da reunião. Porém, condicionou sua efetiva participação no acordo assinado entre os partidos, à reunião com o PTB regional que acontece, hoje, 31, em Caldas Novas.

Quem também fará parte do grupo é o PC do B, que já acertou com a união com o PSB. O partido será integrado ao grupo ainda esta semana, em outro encontro.


Acordo assinado pelos cinco partidos
Um dos principais pontos discutidos foi a avaliação do cenário político em Caldas Novas. Para os partidos, independente do deferimento ou não dos registros de candidatos com situação jurídica indefinida, o grupo terá como prioridade a aliança com o PMDB de José Araújo. O mesmo tratamento não será dispensado ao PP, de Evando Magal.

O acordo assinado entre os partidos estabelece também “ que não existirá possibilidade de um grupo nome vir a ser candidato ao cargo de prefeito, que não seja deste grupo”. Com isso, partidos que vierem a se unir ao grupo posteriormente, não poderão indicar candidaturas a prefeito, à exceção do PMDB, que ainda poderia levar, também, um vice, indicado pelo grupo dos cinco.

Outra decisão acertada entre os partidos é que o grupo estará junto a partir  de agora, sempre que possível, em entrevistas e eventos públicos, reforçando a união dos partidos.

Como critério para escolha de qual nome será o candidato a prefeito do grupo, os partidos acertaram que no dia 20 de junho será contratada a pesquisa que indicará qual dos pré-candidatos, será o candidato oficializado na convenção partidária. Ficou acertado ainda que este grupo também oficializará, em convenção, aliança para as eleições proporcionais.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

CPI aprova as convocações de Perillo e Agnelo e recusa Cabral


Agência Estado


Após dois adiamentos, o que levantou suspeitas de acordão entre PSDB, PT e
PMDB, a CPI do Cachoeira decidiu na tarde desta quarta-feira aprovar a convocação dos governadores de Goiás, o tucano Marconi Perillo (foto), e do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz. Os integrantes da comissão, contudo, rejeitaram pedido para trazer o governador do Rio de Janeiro, o peemedebista Sérgio Cabral.

A convocação de Perillo foi aprovada por unanimidade, com o apoio em peso da oposição, um dia depois de o governador ter feito uma visita de surpresa à CPI colocando-se à disposição para depor. Já o pedido para a vinda de Queiroz, que teve que demitir seu ex-chefe de gabinete Cláudio Monteiro por suspeita de envolvimento com o esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira, recebeu 16 votos favoráveis e 12 contrários. Cabral, por sua vez, teve 17 votos contra sua chamada e 11 a favor.


Recurso

Pouco antes, a comissão rejeitou, por 18 votos a nove, recurso da oposição para tentar votar em conjunto a convocação dos três governadores. O PSDB tentou, sem sucesso, fazer uma votação única com o argumento de que todos são chefes de Executivo estadual.

"Nós não queremos participar de farsa que ponha debaixo do tapete os problemas dos outros governadores", afirmou o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE). "Nós temos que convocar, de maneira isonômica, os três governadores que têm suspeitas que se avolumam", disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que a situação dos três governadores não é a mesma. "Nós vamos chamar o governador do Rio de Janeiro porque ele botou um guardanapo na cabeça e ficou dançando, é isso?", questionou ele, referindo-se ao episódio em que Cabral aparece em fotos com o ex-dono da Delta Construções Fernando Cavendish em um jantar na Europa. A Delta é suspeita de ter sociedade oculta com Carlinhos Cachoeira.

sábado, 26 de maio de 2012

PF investiga se verba para compra da casa de Perillo saiu da Delta


 
Terra Brasil

Está na fase de perícia a investigação da Polícia Federal (PF) para ver se o dinheiro que pagou a compra da casa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), saiu da Delta. A empreiteira recebeu pelo menos R$ 48 milhões do governo goiano no ano passado. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo.

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A casa, de 454 m², foi paga com cheques da Babioli, que recebeu R$ 250 mil da Delta por meio de uma empresa-fantasma do grupo de Carlinhos Cachoeira, a Alberto e Pantoja, e pertence a uma cunhada do contraventor. A PF já identificou que o dinheiro da Delta foi parar numa conta da Babioli numa agência da Caixa Econômica Federal em Anápolis (GO). Agora, quer saber se os cheques emitidos pela Babioli saíram desta mesma conta na Caixa Econômica que recebeu verba da Delta.

Carlinhos Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.

Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o PSOL representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir ouros políticos, agentes públicos e empresas.

Após a publicação de suspeitas de que a construtora Delta, maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos, faça parte do esquema de Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira também com os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPI mista do Cachoeira.

“Queremos um Estado que tenhamos orgulho”



Fonte: PSB Goiás

Pré-candidato ao governo de Goiás em 2014 e vice-presidente do PSB, o empresário José Batista Júnior, Júnior Friboi, voltou a afirmar que Goiás precisa de um novo modelo político que busque dar melhor qualidade de vida aos goianos. Durante o encontro e a inauguração da nova sede do diretório municipal do partido em Nova Veneza, a 48 quilômetros de Goiânia, Júnior também manifestou preocupação com o silêncio das pessoas de bem.

“A semente do bem precisa ser plantada, e eu me preocupo muito com o silêncio das pessoas de bem, enquanto isso as pessoas do mal vão ocupando espaço”, disse Júnior, que arrancou aplausos dos participantes. O empresário, que conduziu a empresa da família ao posto de maior indústria de proteína animal do mundo – a JBS-Friboi –, destacou que não entrou na política para fazer a vida. “Entrei para servir e retribuir o meu estado e meu povo, que muito contribuíram para o crescimento da nossa empresa”.

Durante discurso, Júnior Friboi defendeu um novo modelo político para o Estado que desperte orgulho nos goianos. “Nós queremos um estado que tenhamos orgulho em qualidade de vida, infraestrutura, trabalho…”, frisou o pré-candidato ao governo.

No evento, estavam presentes empresários, produtores rurais, trabalhadores e lideranças de oito municípios, entre elas o prefeito Luis Antônio (PMDB), de São Francisco, além do vice-prefeito de Nova Veneza, Vagner Reinaldo (PSDB), e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Edmo Persona.

O vice-presidente do PSB elogiou o encontro ao se dirigir ao pré-candidato do partido a prefeito de Nova Veneza, Manoel Correia. “A reunião teve um tom suprapartidário, com participação de membros do PTB, PMDB, PRTB, PPS, o que fortaleceu a tese de unidade partidária em torno do pré-candidato”, avaliou.

Com o tema “Sim, nós podemos”, os membros do PSB na região mostraram as principais preocupações do partido para administrar as cidades goianas. O encontro também faz parte de uma série de ações para mobilizar os membros do partido para as eleições municipais deste ano e fortalecer a legenda para 2014.




quinta-feira, 24 de maio de 2012

Delta levou R$ 718,2 mi com negócios em 18 Estados


Museu da Corrupção


Principal empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento e protagonista do terremoto político provocado pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal, a Delta Construções também faturou alto em contratos diretos com 18 administrações estaduais. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo nos bancos de dados dos governos identificou pagamentos que somam R$ 718,24 milhões ano passado. O total arrecadado pela construtora nos Estados equivale a 83,3% dos R$ 862,43 milhões que a empresa faturou em obras e serviços prestados ao governo federal no mesmo período. Ou seja, somente em 2011 a Delta Construções recebeu R$ 1,58 bilhão em recursos públicos federais e estaduais.


A capilaridade da empresa, que está presente em quase todo o País, explica a reduzida disposição inicial da CPI instaurada no Congresso Nacional de investigar as atividades da empresa para além da região centro-oeste - onde o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, estabeleceu-se como uma espécie de sócio oculto da construtora.

A revelação de que Cláudio Abreu e Heraldo Puccini Neto, diretores da empresa indiciados pela Operação Saint Michel do Ministério Público do Distrito Federal, tinham procuração para movimentar contas nacionais da construtora deve forçar a CPI a ampliar suas investigações. E os parlamentares terão farto material de análise nas administrações estaduais.

Além de obras, reparos e manutenções, os tesouros estaduais também contrataram a empresa que pertencia a Fernando Cavendish para prestação de serviços de limpeza (R$ 92,45 milhões com o Distrito Federal) e locação de veículos para a área de segurança pública (R$ 16,54 milhões com o Mato Grosso), por exemplo.

O maior faturamento da Delta nos Estados ocorreu no Rio de Janeiro, sede da matriz da empresa. Só em 2011, a empreiteira recebeu R$ 302,8 milhões da administração fluminense - a maior parte veio do Departamento de Estradas de Rodagens local (DER-RJ): R$ 98,7 milhões.

Amigo íntimo de Cavendish, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) tornou-se um dos potenciais alvos da CPI depois que o ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) publicou em seu blog fotos e vídeos de festas, shows e jantares entre o empresário, o peemedebista e suas respectivas mulheres na França e em Mônaco.

Nos cinco anos e cinco meses de gestão do peemedebista, Cavendish faturou R$ 1,49 bilhão no Rio. A relação de amizade colocou Cabral na berlinda e pode levá-lo a prestar esclarecimentos à CPI - apesar das manobras de parte dos integrantes da comissão para blindar os governadores.

Depois do Rio, o tesouro estadual que mais pagou à Delta foi o de Pernambuco, estado de origem da empreiteira, fundada em 1961 por Inaldo Soares - pai de Cavendish. Ano passado, o governador Eduardo Campos (PSB) assinou ordens de pagamento à construtora que totalizaram R$ 105 milhões.

O Distrito Federal de Agnelo Queiroz (PT), outro cotado para depor na CPI por conta das relações de ex-assessores com Cachoeira, aparece em terceiro na lista, com R$ 92,8 milhões. Logo após, com R$ 51,9 milhões, vem o Goiás do tucano Marconi Perillo - governador em situação mais delicada por conta de sua relação pessoal com o contraventor.

Os contratos em vigor podem fazer com que os valores pagos à Delta por algumas administrações estaduais se multipliquem nos próximos anos. Apesar de constar com apenas R$ 3,16 milhões em desembolsos no ano passado, o governo do Amazonas, administrado por Omar Aziz (PSD), por exemplo, assinou quatro contratos no valor total de R$ 143,8 milhões, no último trimestre de 2011. O governo está auditando os processos e admite rescindi-los.

O mesmo ocorre no Espírito Santo, do governador Renato Casagrande (PSB), que pagou R$ 3,8 milhões à empresa ano passado mas que tem ainda tem outros contratos que totalizam R$ 90 milhões com a construtora.

Região Sul

Gravações feitas pela PF na Operação Monte Carlo revelaram que Cachoeira e a Delta cobiçavam entrar em estados como Santa Catarina e Paraná, cujos portais de transparência das administrações estaduais informam não terem feito nenhum pagamento à construtora no ano passado. A região sul ainda era um local inexplorado pelo esquema, pois no Rio Grande do Sul também não há registro de contratos com a empresa.

As assessorias de imprensa dos governadores do Amapá, Bahia, Minas Gerais, Paraíba e Rondônia também garantiram que seus respectivos estados não fizeram pagamentos à Delta no ano passado.




Fim de sigilo da Delta põe PT e PMDB em crise



O PT e o PMDB estão em pé de guerra depois de o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), ter defendido a quebra do sigilo bancário da Delta Construções em nível nacional e de seu principal acionista, Fernando Cavendish.

Diante da crise, Cunha optou nesta quarta pela cautela. Mas o deputado confidenciou a correligionários que fez uma reavaliação da blindagem da empreiteira e que, diante das evidências, não tem como evitar que as investigações recaiam sobre a Delta nacional e seu proprietário.

A decisão irritou o PMDB, em especial a ala ligada ao governador do Rio, Sérgio Cabral. Ele é amigo de Cavendish, com quem viajou para o exterior. Os peemedebistas alegam que a quebra de sigilo da Delta é uma reivindicação da oposição para tirar o foco do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, que estaria envolvido com o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Com a provável aprovação da quebra dos sigilos da Delta, os peemedebistas estão certos de que a oposição terá munição para pedir a convocação de Cabral.

Em represália, o PMDB passou ontem a trabalhar com a ideia de não se aliar ao PT para convocar Perillo. Dizem que é mais fácil agora, não aprovar a convocação de nenhum dos governadores alvo de denúncias.

'Não é nosso'

Por ora, a cúpula do PMDB tenta manter postura de distanciamento. A alegação é que Cabral nunca foi “nosso” – ou seja, do PMDB – e não haveria motivos para o partido se empenhar na sua defesa. O líder da sigla na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), avisou que não pretende trocar seus titulares na CPI – Luiz Pittman (DF) e Íris Araújo (GO). Eles prometem votar a favor da quebra do sigilo.

Segundo integrantes da CPI, Cunha cogitou tornar a sessão desta quinta em administrativa, para aprovar a quebra dos sigilos da Delta nacional e de Cavendish. O relator teria sido demovido da ideia pelo próprio PT. “Não se pode fazer uma reunião administrativa nas coxas”, disse o ex-líder Cândido Vaccarezza (PT-SP), ao garantir que apoia a decisão de pedir a quebra dos sigilos.

Para os aliados, Cunha mudou sua postura e resolveu contrariar a blindagem à Delta porque está preocupado com sua imagem. O petista sonha em ser candidato ao governo de Minas, em 2014, e não quer “queimar” sua biografia. Ele estaria passando por processo semelhante ao que ocorreu na CPI dos Correios, quando o presidente Delcídio Amaral (PT-MS) e o relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) também mudaram de comportamento ao longo das investigações e denunciaram a existência do “mensalão” no governo Lula.

Cunha decidiu ampliar a apuração após documentos da Operação Saint-Michel – deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal após a Monte Carlo – apontaram que os ex-diretores da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e no Sudeste, Heraldo Puccini, tinham procuração para movimentar dinheiro em contas nacionais da empreiteira. (O Estado de S. Paulo/Agência Estado, 24/5/12)



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