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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Magal segue na luta pela pré-candidatura


Evandro Magal reafirmou sua pré-candidatura
a prefeito de Caldas Novas




Luciano Beregeno
da Redação

Assessores e orbitais do deputado estadual Evandro Magal empregaram esforço e suor em grandes quantidades durante o Carnaval e nos dias seguintes, na tentativa de diminuir o efeito devastador da notícia que relacionou o deputado como Ficha Suja. Na edição do sábado, 19 de fevereiro, o Jornal O Popular trouxe matéria com nomes de políticos fichas sujas em Goiás, dentre eles, o do deputado Evandro Magal, "candidato a prefeito" segundo suas próprias palavras em outra entrevista, à coluna Giro, do mesmo O Popular.

O problema é que na tentativa de se desvencilhar do rótulo de ficha suja, Tanto o deputado como seus tenentes, não se preocuparam em explicar também que a certidão somente foi possível, graças a um recurso administrativo (15.660/2008) que suspendeu a condição de inelegibilidade do deputado, enquanto durar a análise. Por e-mail, a Redação do Raiz Forte tentou contato com o Conselheiro do TCM responsável pela análise. Mas até o momento, não obteve retorno. Sendo parecer final pela rejeição, Magal continuaria a ser ficha suja e inelegível.


Articulação

Mas ser tachado de ficha suja é um dos poucos problemas que a candidatura de Evandro Magal enfrenta. Conseguir apoio do governo e ser candidato da base de Marconi Perillo em Caldas Novas, é um sonho que está cada vez mais distante do deputado. O primeiro obstáculo de natureza política é o passado recente de Magal na Assembleia Legislativa de Goiás, ainda como suplente em 2009, marcado por defesas do governo Alcides Rodrigues com frases do tipo " tenho orgulho de ser aliado deste governo, ser líder desse governo, porque o governo Alcides Rodrigues não foge, não esconde e trata os problemas com muita transparência". A ida de magal para a bancada de Alcides deixou marconistas perplexos e que o vêem ainda, como "traidor". Renomados eleitos e outros tucanos de alta plumagem não aceitaram bem o retorno de Magal ao ninho marconista.

Outra parede que Magal tem a enfrentar é Magda Mofatto, deputada federal pelo PTB. Mofatto chegou a admitir apoio à candidatura de Magal:  “Se for do agrado de Marconi Perillo, sim. Caso contrário, vou apoiar um candidato que fale a mesma linguagem do PTB, que tenha uma visão avançada de turismo e que busque o desenvolvimento de Caldas Novas.” (Coluna Ivan Mendonça -Jornal Hoje, Edição de 24/08/2011) . Porém, ela tem trabalhado para emplacar nome de seu próprio partido - o do vereador Wiris Arantes - atraindo para vice um nome do PSDB local. Nomes do PSDB de Caldas Novas dão como certo o nome de Ulisses Naves na vice de Arantes, a menos que uma reviravolta e um ensaio de rebeldia fente aos ventos que sopram de Goiânia, coloquem o ex-cotado a vice como cabeça de chapa e lancem pré-candidatura de Naves a prefeito. Ele tem resistido à ideia.

Ainda na parede Magda Mofatto (PTB), ao se tornar legítima representante do município na Câmara dos Deputados, é dela também a premência das decisões acerca de candidaturas em seu círculo político. Mofatto tem dado mostras que prefere, neste momento, se distanciar de Evandro Magal. O último lance ficou evidente com a circulação da primeira edição do Correio do Cerrado, jornal ligado ao grupo da deputada, que desmentiu sutilmente, que Magal seria o controlador do Bolsa Futuro em Caldas Novas. A mesma matéria, anunciada pela assessoria do deputado como um voto de confiança à sua candidatura, veio cunhada pela assessoria do governador, sem citar o deputado. Todos os sinais mostram que Mofatto reivindicou sua posição de liderança política e fará valer suas pretensões.

A continuar com esse enredo, Evandro Magal precisará de muita articulação de peso para vencer os entraves à sua candidatura. Caso consiga, aí sim, ele poderá se dedicar  ao levantamento de fundos e angariar apoios políticos para 2012.

Morre em São Paulo a ex-dona da Daslu, Eliana Tranchesi




De acordo com a assessoria de imprensa do hospital Albert Einstein, morreu no início da madrugada desta sexta-feira, em São Paulo, Eliana Piva de Albuquerque Tranchesi, 55 anos, herdeira e ex-dona da rede de luxo Daslu. A causa da morte não foi informada e, segundo o hospital, só será divulgada com aprovação da família. Ela lutava contra um câncer de pulmão desde 2006. Segundo informações do Albert Einstein, o velório acontecerá no hospital até às 12h desta sexta-feira e o enterro está marcado para às 15h, no cemitério do Morumbi.

Agora MS


A empresária esteve no comando da Daslu por vários anos. Fundada por Lucia Piva, mãe de Eliana, a butique multimarcas foi uma das pioneiras no mercado de luxo brasileiro. Responsável por trazer para o País marcas do porte de Dolce & Gabbana, Giorgio Armani, Louis Vuitton, Christian Dior, Prada, Chanel, Burberry, Salvatore Ferragamo, Gucci, Fendi, Chloé, Cacharel, Yves Saint Laurent, Goyard, Tom Ford e Tods.

Eliana Tranchesi foi presa pela Polícia Federal em 26 de março de 2009 após a condenação a 94 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, contrabando e falsificação de documentos, descobertos na Operação Narciso, em 2005.

No entanto, a empresária deixou a Penitenciária Feminina de São Paulo um dia após sua prisão graças a um habeas-corpus concedido pela Justiça Federal. A defesa de Eliana apresentou um laudo médico que comprovava que ela tinha câncer e encontrava-se em tratamento radioterápico e quimioterápico no próprio hospital Albert Einstein. Seu irmão Antônio Carlos Piva de Albuquerque e o ex-contador da Daslu e dono da Multimport, Celso de Lima, também recorrem ao processo em liberdade.

Negócios

Enfrentando crise nas finanças desde 2005, a Daslu entrou em julho de 2010 com pedido de recuperação judicial na Vara de Recuperações Judiciais da Capital de São Paulo. Essa medida permitiu que a empresa negociasse suas dívidas sem precisar interromper seu funcionamento. As dívidas com o fisco paulista somavam R$ 500 milhões, incluindo multas por sonegação de ICMS. Com a Receita Federal, a multa à Daslu e à Multimport por fraudes em importação era de R$ 230 milhões, mas foi reduzida para R$ 115 milhões.

Em fevereiro de 2011, os credores da butique aprovaram de compra da marca pelo fundo Laep Investiments, do empresário Marcus Elias, um dos donos da Parmalat. O grupo venceu o leilão de recuperação judicial com a promessa de aportar R$ 65 milhões na reestruturação da Daslu. A proposta ainda garante que o fundo pagará em até três anos as dívidas da loja com fornecedores, que chegam a R$ 80 milhões. Na época, o faturamento médio estimado do grupo Daslu era de aproximadamente R$ 250 milhões ao ano. A Laep foi a única a propor uma oferta pela marca aos credores, que também aprovaram na reunião o plano de recuperação judicial da empresa.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Aprovado no vestibular, 1º aluno com Down da UFG rompe preconceito

Kallil comemorou a aprovação ao lado da irmã, Kamilla Assis Tavares
Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

ANGELA CHAGAS
do Terra


Ser aprovado em uma faculdade pública é um sonho de muitos jovens que se tornou realidade para Kallil Assis Tavares, 21 anos, que na próxima segunda-feira começa a estudar geografia no campus de Jataí da Universidade de Goiás (UFG). Para a instituição, a conquista de Kallil é ainda mais importante e precisa ser reverenciada, já que ele é o primeiro aluno com Síndrome de Down a ingressar na universidade. "Isso demonstra que nós estamos conseguindo superar o preconceito, que infelizmente ainda existe em nossa sociedade", afirma a coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFG, professora Dulce Barros de Almeida.

Kallil não teve correção diferenciada, concorreu de igual para igual com todos os outros candidatos. "Apenas pedimos para que a universidade disponibilizasse um monitor para ler a prova e que as letras dos textos fossem maiores porque ele tem baixa visão", disse a mãe do jovem, Eunice Tavares Silveira Lima. Segundo ela, Kallil sempre foi estudioso e desde criança gostava de mapas.

"No segundo ano do ensino médio ele decidiu que iria fazer vestibular para geografia. Nós apoiamos a escolha, mas ficamos surpresos com a aprovação, era uma prova muito difícil", afirmou Eunice. Ela ainda disse que o filho estudou apenas dois anos em uma escola especial. Com 5 anos de idade ele foi para um colégio privado de ensino regular. "O colégio não tinha nenhum aluno com Down, mas quando há vontade de se trabalhar a inclusão, se dá um jeito. Foi disponibilizado um monitor e os professores sempre apoiaram meu filho", conta.

Ela acredita que o fato de Kallil ter estudado em uma escola regular vai contribuir com a adaptação na universidade. "Não sou contra as escolas especiais, mas elas devem servir como um apoio, um lugar para onde os alunos vão no contraturno", explica. A mãe ainda disse que não cria expectativas sobre como será o desempenho dele daqui em diante. "Não estamos programando nada especial para o Kallil quando começar as aulas. De acordo com as necessidades que ele apresentar, nós como família e a universidade teremos de nos adaptar", disse ao destacar que o filho pode precisar do auxílio de um monitor durante as atividades em aula.

A coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFG concorda sobre a importância de alunos com necessidades especiais frequentarem escolas regulares e diz que a universidade tem a obrigação de atender todas as exigências desses estudantes para que eles cumpram com o direito de fazer um curso superior. "Nós temos um aluno cego no curso de Ciência da Computação que recebe acompanhamento de um monitor. Se essa for a necessidade de Kallil, com certeza estaremos prontos para disponibilizar isso".

O núcleo para atender alunos com necessidades especiais na UFG foi criado em 2010. De lá para cá, a instituição ganhou 15 estudantes surdos, que fazem o curso de Letras, além do jovem cego. A professora Dulce espera que o caso de Kallil sirva de exemplo para que nas próximas seleções mais estudantes com necessidades semelhantes sintam-se motivados em fazer um curso superior. "Isso incentiva as famílias a acreditar no potencial que essas pessoas têm. E cabe a nós, como educadores, mostrar que o preconceito não pode existir mais", completa.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Deputados da base de Perillo reconhecem "equívocos" nas mudanças do plano de carreiras dos professores

 
Contraponto



O deputado estadual Evandro Magal (ao lado), cuja base eleitoral fica em Caldas Novas e Morrinhos, é mais um da base aliada do governador Marconi Perillo a reconhecer o equívoco de ter votado favorável ao projeto que rasgou o plano de carreira dos professores e do pessoal de apoio administrativo e que acabou deflagrando a greve dos professores em goiás que já se arrasta por quase vinte dias.Após a sessão de abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, o deputado informou através das redes sociais na internet que se reuniu com o secretário-chefe da Casa Civil, Vilmar Rocha, e que ambos chegaram à conclusão de que o plano contém equívocos. Ele citou o fim da gratificação de titularidade como exemplo de erro do governo.

Dias antes, o deputado Carlos Antônio (abaixo), da região de Anápolis, disse estar arrependido de ter votado com o governo no projeto e que recebeu R$ 150 mil em emendas do governo para destinar para reformas de escolas em sua base eleitoral.

Para a direção do Sintego, o “arrependimento” é resultado da pressão exercida pelos educadores contra os deputados que aprovaram em dezembro o projeto que modificou o plano de carreira do professor, achatando o salário e acabando com a gratificação, e, em janeiro, o projeto que achatou as carreiras dos administrativos e a dos professores mais uma vez.

Desde o começo do ano, o Sintego tem feito campanha de panfletagem mostrando quem votou a favor dos projetos e após o início da greve tanto o sindicato como os educadores têm procurado os deputados para cobrar explicações deles. As votações foram feitas sem que os projetos fossem debatidos com a categoria.

“Precisamos reforçar essa pressão em cima dos deputados para que eles revejam o posicionamento que tiveram. É importante que todo mundo agora procure o deputado da sua região e que mande emails, cartas e ligue para eles para cobrar um reposicionamento”, disse Iêda Leal, presidente do Sintego.

Na quinta-feira (16), durante audiência com o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Jardel Sebba, ele citou o cartaz elaborado pelo Sintego com o nome e o rosto de todos que ajudaram a destruir a carreira do educador da rede estadual, demonstrando um desconforto com a divulgação.
“Estamos no caminho certo, a greve tem ganhado cada vez mais força e o apoio da sociedade e as autoridades políticas que se posicionaram ao lado do governo estão começando a sentir o peso que é prejudicar o ensino público”, disse Iêda.

Prefeitos da base aliada, preocupados com a repecursão negativa que os estragos causados pelo governo estadual à carreira do educador está causando no interior do Estado, tem procurado o Sintego para expor a insatisfação em relação às políticas adotadas por Thiago Peixoto, secretário de Estado da Educação.

Inscrições para o concurso do STJ estão abertas


STJ

As inscrições para o concurso público do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estão abertas a partir desta quarta-feira, 22 de fevereiro. As vagas são de analista e técnico judiciário, além de formação de cadastro de reserva, com remuneração de R$ 4.052,96 a R$ 6.611,39. As inscrições ficarão abertas até 16 de março e as provas serão aplicadas na data provável de 6 de maio.

As provas irão selecionar candidatos de nível superior para os cargos de analista judiciário, área judiciária, com 16 vagas, sendo uma reservada para candidatos portadores de deficiência; e para analista judiciário, apoio especializado, com cinco vagas para a especialidade biblioteconomia, uma reservada para portadores de deficiência; três vagas para a especialidade medicina, com duas vagas para o ramo clínica médica e uma para o ramo psiquiatria; e uma vaga para a especialidade psicologia.

Para os candidatos de nível médio, existem três vagas para o cargo de técnico judiciário, especialidade telecomunicações e eletricidade.

A ficha de inscrição on line está disponível no site do Cespe/UnB, assim como o edital do concurso. A taxa de inscrição é de R$ 50,00 para técnico judiciário e R$ 80,00 para analista judiciário.

Raiz Forte é monitorado pelo Google Analytcs

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